[Entrevista] BOCA A BOCA COM CHARLES TAYLO – por Dannie Caetano

Fala galera, tudo bem?! Estreando um quadro novo aqui no blog, onde estarei conversando com alguns artistas invidualmente para saber um pouco sobre sua vida pessoal, vida amorosa, pra saber, se podemos ter essa pessoa de crush (risos) ou nada mais conhecer o artista. Essa semana conversei com nada mais nada menos que ele, o destruidor das baquetas, o mostro da batera, CHARLES HENRIQUE MOREIRA, mais conhecido como Charles Taylo.

Charles nasceu em 17 de março de 1990, natural de Belo Horizonte – MG.

Teve o inicio de sua vida musical em 2001, sua paixão pela musica veio de uma forma inesperada, comenta.

“Eu estava voltando da escola, um cara que ate então não conhecia (Claudio Luís) me parou e começou a fazer um batuque em uma caixa de sapato que ele tinha nas mãos. Esse foi o primeiro impulso, mas quando cheguei a casa meu irmão estava escutando Slipknot ai eu pirei nesse lance de batera e musica.”

Em 2002, Charles foi presenteado pelo Pai com uma bateria, outro incentivo para seguir nesse caminho da musica. Comenta que por 2 anos ficou tocando em casa ate que em 2004 formou sua primeira banda, junto com os amigos do mesmo bairro.  E daí em diante não parou mais…

 

Se liga no papo que rolou.

 

Dannie: Charles, quais foram suas Influencias no Inicio de tudo?

Charles: Tony Royster (Jay-Z), Joey Jordison (Slipknot) e David Silveria (Korn).

 

Dannie: Qual foi sua reação quando te chamaram pra tocar no Pense? Quem e como foi o convite?

Charles: fiquei muito feliz, não cabe nem muita explicação, porque curto o som pra caramba, então a adrenalina foi a mil. Eu já conhecia o pessoal há bastante tempo e esse convite foi bem em ultima hora, o pessoal estava no lançamento do clipe revitalizar e nesse mesmo dia receberam um convite para gravar outro clipe, que seria na segunda, então nesse mesmo dia o Danilo (ex-baterista) anunciou que sairia da banda e o convite a mim foi feito. Entrei no final de novembro (2016) pra banda em um domingo e na segunda já tive que tirar uma musica que iríamos gravar na segunda feira. Então já tive que tirar as musica porque em janeiro já teríamos a tour no norte e nordeste.

 

 

Dannie: O que você acha/achou da tietagem dos fãs? Já se acostumou? Ainda não?

Charles: Desde quando eu comecei a trabalhar com musica já com as outras bandas já toquei com uma galera que tinha um certo reconhecimento, então já rolava esse lance de fotos, trocar ideia, mas com o Pense isso aumentou muito, mesmo estando tão próximo com o publico.  Nunca fui um cara que fiz questão de me aparecer, eu gosto de tocar e me divirto com isso, fico feliz com a galera que curti e se sente  bem vendo a gente fazer isso, é massa ver a galera no show pirando no trabalho da banda, no som de cada um, e chega pra tirar foto, autógrafos, em shopping, aeroporto, na tour que fizemos, tivemos muitos fãs que fizeram isso. Não tem como reclamar disso, acho que a pessoa que trabalha com musica, ou qualquer tipo de arte que reclama disso, está no lugar errado.

 

Dannie: Qual sua musica favorita? E qual é a sua preferida do Pense?

Charles: Musica favorita vai muito da época que estou vivendo, mais as bandas que estou escutando e que mais marcou pra mim são, Deftones (minerva), The Strokes (Hard to explain), At The Drive in (One armed scissor) Menores Atos (Pressa) Bullet Bane (Multação) e a do Pense são duas, Revitalizar e Expansão da consciência.

 

Dannie: O que você acha da cena a 10 anos atrás e como você acha que a cena underground estará daqui a 10 anos?

Charles: Sobre a cena a 10 anos atrás, é um pouco vago falar, eu vejo que a gente que esta envolvido com musica sempre esperamos muito, mas talvez não sabemos como provocar isso da galera. Isso vai muito de banda pra região, em minas, a cena há uns dez anos atrás ate os dias de hoje ela sempre se renova, tem a galera que faz de tudo pra que aconteça e uns que nem tanto. Eu vejo a cena meio termo tem vez que ela esta da hora e tem vez que ela ta meio baixo astral. A galera tem apoiado bastante à cena, há um tempo teve uma galera que fortaleceu muito os role, a prova disso é que temos bandas hoje na cena que conseguiu se sobressair muito, como o Dead Fish, Pense que esse ano completa 10 anos, isso foi em torno desses 10 anos de cena. Daqui pra frente é difícil falar porque está sempre se renovando e eu acho que quem apresentar uma novidade com qualidade é quem vai sobressair. O underground, todas as bandas passaram por esse tempo, é difícil uma banda já começar e começar no alto, todo movimento underground vai ser sempre bem vindo e sempre tem que acontecer e a galera tem que fazer a união pra isso acontecer. O movimento tem que acontecer, não tem como abrir mão dele.

 

Dannie: O que você sugere ou indica pra quem quer tocar bateria no estilo Agressive Drums?

Charles: “Comer bateria”, eu sou autodidata, nunca fiz aula, mais eu sempre fui muito dedicado nas coisas que eu quero, sempre fritei muito nas musicas que eu admiro pra mim o que conta mais é o lance de feeling, eu sento na batera e esqueço de tudo que esta ao redor e desço o braço, presto muita atenção no que estou fazendo e no que preciso fazer. É difícil falar de mim mesmo, mas o que o pessoal elogia muito é a pegada pro estilo, quanto mais pegada, a galera curte mais, desde quando comecei a tocar assim, sempre tive o braço um pouco pesado. É dedicação, fazer porque gosta e não fazer pra aparecer, eu não toco pra aparecer pra alguém, toco porque gosto e eu me dedico e me dou ao máximo, tudo que eu faço na vida eu me doo muito e a musica em especial, eu me dedico ao máximo e me cobro muito.

 

 

Dannie: Porque naquela arte do Pense em que cada um é um animal, você escolheu o elefante?

Charles: Porque desde a minha infância, uns 10 anos, ou antes, eu sempre admirei o elefante pelo tamanho, que passa uma impressão de força, alguns aspectos como questão de fidelidade e respeito, que eu prezo muito, a memória que eles têm quase infinita. Eu sempre gostei de elefante desde cedo, ai eu sempre procuro saber das curiosidades dele e também o lance da audição, eles tem a audição mais apurada, então foi isso.

 

 

Dannie: O que você acha que os fãs vão achar desse novo disco do Pense?

Charles: Então, comentei com a galera da banda o seguinte.

Terá uma cobrança maior pro meu lado, porque toda banda que troca um membro a galera fica com receio, mas da minha parte vai ser igual eu sempre fui, vou me dar ao máximo e se depender de mim vai ser o melhor álbum do Pense, se o primeiro foi bom e o segundo foi muito bom, o terceiro vai ter que ser animal, pode ser que depois desse nem tenha um álbum tão bom quanto esse, mais esse vai ter que ser o mais foda de todos. E eu espero que a galera curta muito, porque vou fazer um trabalho muito foda e acredito que eu vou gostar muito e em retribuição espero que a galera curta também.

 

Dannie: Se você não fosse baterista, qual outro instrumento tocaria?

Charlie: Baixo. Sei tocar muito pouco, mas se não fosse baterista, seria baixista.

 

Dannie: Quando você vai ter coragem de dar um Stage divino no show do Pense?

Charles: Então no show de BH eu dei, pulei na galera (risos). Queria fazer com mais frequência, mas sempre que eu tiver oportunidade vou fazer, espero que nos próximos em SP, Jundiaí, Curitiba, SCS, todos se eu puder e tiver a oportunidade, com certeza, é uma sensação muito boa!

 

Dannie: Você se sentiu bem aceito pela galera do Pense, tanto banda como publico? Você se sentiu em algum momento pressionado?

Charles: Olha, fiquei apreensivo ate o primeiro show porque realmente toda banda quando troca de membro fica aquela idéia se vai manter a vibe, melhorar ou piorar, no show de santos fiquei muito surpreso porque antes mesmo de começar o show teve muitas pessoas que se aproximaram e falaram que assim que anunciaram eu como novo batera foram nas redes e pesquisaram sobre meu trabalho e ficaram “satisfeito” e que eu arrebentasse pelo Pense. No show do hangar foi insano eu pirei quando escutei algumas pessoas gritando (vai charloso) antes mesmo que as cortinas se abrissem, ate hoje só tenho recebido elogios do publico e dos membros da banda mas toda critica é bem vinda.

 

Dannie: Qual é a sensação de esta no palco e ver todo mundo curtinho o show do começo ao fim?

Charles: A sensação e meio inexplicável, resumidamente a mesma emoção que sinto ao tocar, a galera sente por estar nos assistindo.

 

Dannie: Quais foram os maiores desafios e dificuldades enfrentadas para chegar onde você está?

Charles: As dificuldades é que realmente é difícil se manter como musico, ainda mais de “rock” em um país aonde não se apóia tanto “músicos”, venho vencendo porque realmente não olho muito as dificuldades e sim o que realmente quero, tendo foco sempre me esforço para ser e esta entre os melhores, não por alguém ou pra mostrar algo pra alguém mas porque me sinto bem assim e é isso que vivo e quero.

 

E, corta!

É isso ai galera, esperamos que vocês  tenham gostado do papo, obrigado a todos que mandaram suas perguntas e que participaram.

Charloso, obrigada por seu tempo e dedicação!!! Sorte na caminhada e que ela seja longa!

Agora desfrutem e absorvem as idéias.

Um Beijo.

 

Vivência Underground!

Dannie Caetano, Colunista e Fundadora do Blog Reticências Music.

 

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